

12 de set. de 2025
Um mergulho na memória da 1ª Bienal das Amazônias acaba de ser lançado em forma de livro. O Catálogo Bubuia: Águas como fonte de Imaginações e Desejos registra, em palavras e imagens, a história dessa edição inaugural, realizada entre agosto e novembro de 2023, em Belém, reunindo artistas da Amazônia Brasileira e de toda a Pan-amazônia. A publicação já está à disposição na loja da Bienal das Amazônias, no Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA), em Belém (PA).
Com mais de 500 páginas, o catálogo reúne textos que apresentam os conceitos curatoriais e as múltiplas Amazônias reveladas pela mostra, além de trazer o registro das obras de mais de 120 artistas e coletivos de oito países da Pan-Amazônia, além da Guiana Francesa. Organizado de acordo com o percurso expositivo montado no edifício-sede do CCBA - um antigo prédio de loja de departamentos no centro da cidade, reformado especialmente para a Bienal -, o catálogo procura refazer, andar por andar, a experiência do público. “É uma publicação que não pode faltar na biblioteca de quem é colecionador, ama arte ou é estudante de arte, ou mesmo quem deseja conhecer sobre essa riqueza artística", afirma Eduardo Vasconcelos, diretor administrativo e financeiro da Bienal das Amazônias.
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Com tiragem de 1000 exemplares, o volume contém mais de 300 imagens de obras, distribuídas nas mais de 500 páginas, além de obras públicas implantadas na cidade de Belém, textos curatoriais e projeto expográfico, em uma edição trilíngue. Mais do que um inventário, o livro revela os bastidores da Bienal. Textos das equipes de trabalho narram o processo que vai da requalificação do espaço até a instalação das últimas obras públicas. O leitor encontra ainda as biografias dos artistas participantes, bem como informações detalhadas sobre suas criações, em português, espanhol e inglês.
O catálogo é um documento histórico sobre a 1ª Bienal das Amazônias, cuja temática foi inspirada na obra do poeta abaetetubense João de Jesus Paes Loureiro, que defende o conceito do “dibubuísmo” amazônico, uma referência à relação estética e cultural entre as águas e os corpos que habitam o território. O corpo curatorial da 1ª Bienal foi formado somente por mulheres e denominado Sapukai, palavra da língua Tupi que pode ser traduzida para o português como “grito”, “clamor” ou “canto”. As curadoras Vânia Leal e Keyna Eleison promoveram uma seleção de forma a assegurar a representatividade de todos os povos formadores da Pan-Amazônia. Um projeto cultural inédito, que visa potencializar o poder narrativo dos povos amazônicos, em muito invisibilizados ou tomados por terceiros.
Para Vânia Leal, o livro é um documento relevante e traz a historicidade de um projeto importante para a Amazônia, apontando para uma direção que circunscreve em detalhes a construção coletiva de uma produção amazônida fortalecida pela experiência com o multifacetado território. “Uma produção de diferentes rizomas de individualidade que se aliam a questões políticas, culturais, sociais e antropológicas. Sem dúvida, é uma publicação alinhavada de narrativas florestânicas de resistência e existência”, avalia.
Keyna Eleison comemora o desenvolvimento não apenas de um catálogo mostrando quais são os artistas e as obras, mas um livro que mostra a formação de uma instituição, o pensamento de uma instituição na construção de uma exposição. “Essa publicação é um marco importantíssimo para mostrar por onde começamos, de onde viemos para começar, para desenvolver, para fazer. Dentro daquelas páginas, tem não apenas a exposição pronta, mas o trabalho, a dedicação e o amor que tivemos para desenvolver. Ele é o marco da Bienal das Amazônias, dá muita alegria saber que ele está aqui, que ele existe, que ele está no mundo”, diz.
Editora da Bienal
O Catálogo Bubuia inaugura também um novo capítulo: é o primeiro título da Editora Bienal das Amazônias, criada para transformar em literatura as ações e reflexões artísticas, políticas e culturais da Bienal enquanto instituição. O próximo lançamento será Mastarel, livro da artista Elaine Arruda, que estreia o selo “Livro de Artista”, da Editora Bienal.
Em breve, a Editora ampliará seu catálogo com a publicação do livro da 2ª Bienal das Amazônias, Verde-distância, e com o lançamento do selo “Coleção”, reunindo publicações sobre instalações e exposições realizadas no Centro Cultural Bienal das Amazônias, em 2024: Para que não se acabe: catar memórias, de Paula Sampaio, RGB: As cores do século, de Carlos Cruz-Diez, Moeda Cabana, de André Penteado, As Revoltosas, de Cristiane Martins, Passos de Encantamento e Insurgências e o contraponto do longe - essas últimas, duas exposições coletivas.
Loja
O catálogo custa R$250 reais e pode ser adquirido na loja da Bienal das Amazônias, no CCBA. A loja também oferece souvenirs alusivos à 1ª e à 2ª Bienal das Amazônias, como camisas, cadernetas, bonés, canetas, lápis, ecobags, livros de artistas, obras de arte, bottons, cartões postais, marcadores de livros, entre outros.
Atualmente o CCBA abriga a 2ª edição da Bienal das Amazônias, com trabalhos de 74 artistas e coletivos, que seguirá aberta até 30 de novembro, com entrada gratuita. O catálogo da 2ª edição será lançado pela Editora Bienal das Amazônias após o término da mostra.
O horário de funcionamento da loja é o mesmo do prédio da Bienal:
Quarta e quinta-feira – 9h às 17h
Sexta e Sábado – 10h às 20h
Domingos e feriados – 10h às 15h
A última entrada é sempre uma hora antes do fechamento.

Catálogo traz fotografias da exposição realizada em 2023 (Foto: Ana Dias).

Edição conta com mais de 300 imagens de obras expostas na 1ª Bienal das Amazônias (Foto: Ana Dias).
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