

17 de dez. de 2024
Neste sábado (14) a artista Htadhirua realizou uma performance no Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA). A performance "Olhos de Peixe Morto", com curadoria de Débora Oliveira, fala sobre os espíritos dos rios, dos lagos, das várzeas e dos igarapés de Belém e região metropolitana que foram soterrados ao longo dos anos na construção da cidade.
"Como a gente vive numa cidade que é cortada pelos rios e a nossa estrutura de cidade não reconhece essa especificidade da nossa região?!", questiona a artista.
Ela explica que, nesta performance, esses rios vêm, através do seu corpo, falar com o público e dizer como eles se sentem hoje e onde eles vivem. "É como se o rio que a minha avó viu quando ela era jovem estivesse presente aqui no CCBA para contar um pouco da história dele. Os netos de hoje não vêem mais esse rio. Esse rio já não existe mais, virou uma vendia, um shopping, uma cidade", detalha.
Nem homem nem mulher; Htadhirua é Debochanty de CIStemas de opressões. Se identifica como Travesty Não Binária e preta com ancestralidade indígena. Dilata as noções binárias de arte, educação, trabalho e mobilização social. A performance está inserida no contexto da exposição 'Insurgências e o Contraponto do Longe'.
Assista à performance na íntegra:
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